ás vezes o riso é ínfimo, sereno noutras madruga voraz ás vezes o riso é íntimo, obsceno noutras fuga audaz todos vertem de tu e instiga meu espírito que os abriga face gargalha pra lá e pra cá declara o que não dá pra ocultar : és culpado pelos meus risos dos breves aos longos... dos externos aos incisos... e de todos o mais deleitoso é aquele que se despe de gozo
deduz, se me notas... delibera as mais vivas heresias induz, se me tocas... vocifera as mais furtivas fantasias
seu notar é indício para meu alívio seu tocar é precipício para meu convívio
(Cris de Souza)
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
(por Lugullar)
quimeras, querenças, quentes quartas de final que fazeres a queima roupa quesitos, quadriculando os gestos, quebrando barreiras quando de você se faz sabores qual devaneios e esperas questionável tempo... um quinhão do seu corpo e esse quintal refloresce quinta-essência do quociente ato
reconheço cada bocado nessa história favoreço cada trocado dessa memória desejo que pelo meio afia arejo que pelo seio chefia tantos instantes denunciados... quantos excitantes doados... posso me render no escuro teu corpo é território seguro
Encara. Não dá bobeira. Na balbúrdia, dispõe-se a trespassar arames do tapume que teus ais farejam. Liberta. Não dá bobeira. Das conjunturas que te corrompe, suspende enferrujada poeira e limpa toda mácula no temporal da arruaça. Se banha e se refaça. Ousa. Não dá bobeira. Mais que tolo esse pranto que medra quando tino escurece, pela atmosfera enrubesce, na indescência da veia que absorve. Recusa. Não dá bobeira. Estanca essa mágoa. Observa o céu, incita e exalta o passo. Ultrapassa a moita, arranca esse laço. Reaja. Não dá bobeira. Desvia do aterro, Antes que a ponte caia ou não haja mais tempo para tu por ela passar.