quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Por si só


Tenho lembranças
De um tempo
Que não possuo

Tenho lembranças
De um tempo
Que não situo

Ah, o que não explico
Mas atento
Só por ser-me

Ah, o que não classifico
Mas sustento
Só por caber-me

(Cris de Souza)



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Na surdina



O silêncio me habilita
Não é meu esse delírio
E nele me burilo

A rever gestos
Que se espaçam
Nesse mundo vadio

O silêncio me habita
Não é meu esse martírio
E nele me exilo

A romper restos
Que se esgarçam
Nesse fundo vazio

(Cris de Souza)