sexta-feira, 22 de julho de 2011

Canto de carne e osso

 (Acácio Cainete, lágrima negra/acrílico sobre tela)



num outro 
eu amanhecendo
a insensatez
a passar a noite 
- a noite calha 
na tez 


que ser não cega
com a lucidez 
das lágrimas?


num outro 
eu amanhecendo
a invalidez 
a passar a noite
- a noite talha 
na tez


que ser não seca
com a lividez 
das lágrimas?


(Cris de Souza)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ária de Assis e Outros Cantos...

 (para Assis Freitas)


 (Assis Freitas com uma interferência de Cris de Souza)


Ária de Assis


o poeta 
domina o corcel
abre o caminho 
com maestria

para as tintas 
das entrelinhas  
que dão asas ao pincel

o poeta 
denomina o cordel
arma o caminho 
com melodia

para o toque 
das entrelinhas  
que dão alma ao papel



Canto de Reconhecimento
ou Legitimidade


as digitais
    dos vossos versos
             (lendários versos!)          
de cada dia
  provam que a face 
da poesia
é vosso miliário
  documento



Canto Aludido
ou 
Quadrilha do Lago


o poeta
canta
 a pedra
canta
o sapo
canta
a donzela
cai  no papo
o poema
     pede silêncio



(Cris de Souza)


* Entrevista maravilhosa com o Assis Freitas, para ler clique aqui.