sábado, 15 de novembro de 2008

Ciclo


Perco-me
Pelos dias
Entre coisas vivas
Que não são minhas

Meu notar difuso
É pedaço demente
Da fuga externa
Que mata o banal

Encontro-me
Pela sangria
Entre coisas mortas
Que são visinhas

Meu lugar confuso
É espaço saliente
Da ruga interna
Que nasce no umbral

(Cris de Souza)

7 comentários:

Cáh Morandi disse...

Sou a fã 0000000.

Fantástica!

Beco da Lua disse...

Ledo engano delicada poetisa
encontra-te nos sulcos dos dias
no ventre das rugas
no segredo sublingual
ciclando as coisas,
antes mortas,
revivas com sua verve.
vizinhas esquinas,
muitas delas encontram-se diuturnamente...
cada qual como um jogo
montando o labirinto dos dias
onde novamente encontra-te

Tatá R. da S. disse...

Sua luz ilumina até os que moram mais longe...
Eu que me aqueço nela.. ^^

Henrique disse...

ADOREI ESSA ENERGIA!

Marisa Vieira disse...

e eu a fã nº 1 Cáh!

Ma-ra-vi-lho-sa Cris!!!
Seu canto é um encanto!


Mariluz*

Cesar Maia disse...

Está entre as mais lindas de todas as lindas que seu coração pariu.

Ulisses Reis disse...

A melancolia do dia-a-dia, do mesmo, do cotidiano, muito bem escrito, voce é D+ !!!
beijo!