(um poema bestificado)
Parto pela porta
- Porta que embaçastes
Como se fosses
Tu que me abominasses
Com o toque das mãos?
Sem situar a omissão,
Suspeito da lente
Encardida:
Vejo vozes sacudidas
Vaiando por trás do andar
Da despedida
Parto pela porta
- Porta que excomungastes
Como se fosses
Tu que me abandonasses
Com o terço nas mãos?
Sem saber a oração,
Suspeito da frente
Espremida:
Vejo vozes suicidas
Vivendo por trás do altar
Da despedida
(Cris de Souza)
(Elis Regina, atrás da porta)
