domingo, 30 de novembro de 2008

Perigo


Não creio
No que enxergo
Mas naquilo que disfarço

Não creio
No que albergo
Mas naquilo que esgarço

Busco o que omiti
Daquilo que ouvi
Nalgum andar que nem gritei

Busco o que denegri
Daquilo que perdi
Nalgum lugar que nem deixei


(Cris de Souza)

13 comentários:

Tatá R. da S. disse...

"Não creio
No que enxergo
Mas naquilo que dirfarço"

Traduzindo a alma...
Outra maravilha!!!

Carlos disse...

Perigo de morte é afastar-me de suas palavras! Tuas palavras exalam vida... tua vida é o ar que respiro.
Lindo poema. Como sempre. Como tudo que vem de você! Beijos!

Narcélio Lima disse...

Linda poesia
Disse tudo!

Henrique disse...

esse dor só serve pra trazer à poesia, pois há quem se toque disso no dia a dia?


beijos pros poetas

Beco da Lua disse...

Enquanto isso, eu mal posso (e passo mal) com o que vejo
não sei disfarçar
me pego inteira, até no espanto,
onde pedaços caem
do lugar onde estou, por certo, já parti

beijos

Machado de Carlos disse...

A vida é feita de altos e baixos e, perigo é uma das facetas que insiste em nos devorar diariamente.

malu jacques disse...

Ummmmmm perigo é te perder, perder teu contato, perder tua poesia, perder teu jogo fantástico das palavras... da emoção...
Linda como sempre...
Parabéns pelo talento de encantar a vida das pessoas com as palavras.
Bjos
Maria Lucia

Regina disse...

Que lindoooo!

E quando aquilo que tentamos disfarçar,não quer mais calar??

Invade todos os espaços,rabisca todos os escritos,derruba as barreiras... que problema!!

Beijooo + aplausos !

Ulisses Reis disse...

Amei o que li, voce realmente esta de parabens, esse teu estilo e tudo de bom, voce acha que eu deixaria de vir , sou teu fã, beijos !!

Marisa Vieira disse...

Cris, vc sempre me emociona e na atual fase em que me enocntro então...!
Obrigada por tão bela Arte!

beijos

Beatrice Jasmin Noire disse...

Eu, de minha (p)arte,
não creio.
Apenas te de-gusto
e te ab-sinto.

rai2007 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cesar Maia disse...

Busco o que denegri
Daquilo que perdi
Nalgum lugar que nem deixei

Vivo a fazer isso,poetisa.
Como todos os visionários enxergas no escuro.