sábado, 10 de outubro de 2009

Sem retrato

(do ser que não é)

Conheço o céu
Assim como o inferno
Sou íntima dos extremos

Conheço ao léu
Assim como o terreno
Sou íntima dos efêmeros

Sou do risco, sou do fundo
Mas sei corar abrigo
Meus altares são errantes

Sou do riso, sou do mundo
Mas sei chorar comigo
Meus pilares são mutantes

(Cris de Souza)

*Dedicado à Schetini*

18 comentários:

Telles disse...

Passe o tempo q for, certas coisas ñ mudam... Sua palavras ainda batem fortes como ondas!

Pedro Melo disse...

muito foda mocinha misosa feito uma pantera!!
beijao!!

Marisa Vieira disse...

Cada vez mais intensa e delirante!
Amei! Siplesmente genial!
beijo da amiga/fã Mariluz*

Machado de Carlos disse...

C riei ondas, circulam... Abarco!
R i dos disfarces das nuvens do ar;
I ndestrutíveis águas do teu mar!
S olitário: — estou ao som do barco...

malu jacques disse...

Nossa, minha poetisa!!!O sentido figurado de tuas expressões nos conduzem a refletir, a nos identificar demais.
És perfume na alma da gente!
Ti gostuuuuuuuu

Amannda Dantas disse...

somos tudo. uma mistura de tudo q nem sabemos direito. te dou essa minha lágrima caindo. aparbéns!

O Profeta disse...

A meiguice dos teus olhos
Enternece a alma mais dura
Sei-te em cada batida de coração
Na verdade da água pura

A verdade da terra
De verdadeira verdade se veste a tua alma nua
O mundo conhece teus passos
O teu destino impresso nas pedras de uma rua

Mágico beijo

Paulo Vitor Cruz disse...

"sem retrato" é a sua cara, chica... (perdoe o trocadilho, mas é isso ae...risas...)

*esse seu jeito de escrever é a sua verdadeira imagem...

bai bai.

Cris de Souza disse...

Ao "Sem retrato"

O trato que deste
a teu retrato
nada foi de concreto
-Tudo abstrato!
Um ato de insanidade
dos poetas
(do ser que não é)
Conheces riscos
e petiscos alucinantes...
Vives uma vida errante
com teu riso
também chorando
nos teus altares
São ares das tempestades
e calmaria - teus extremos!

(Por José Ferreira)

Úrsula Avner disse...

Belo poema Cris... É notável e admirável sua profundidade lírica e capacidade de reunir as palavras num sentido metafórico amplo e bonito. Bj.

José Pedro da Silva--Aruvai disse...

sim... de beleza! beijão!

Lilian disse...

Dispensa comentários.
Fala por mim:*

Regina disse...

Sacodes qualquer poeira que possa existir no meu íntimo ...

Amei,como sempre!

Beijocas !

Mateus Araujo disse...

Maravilhoso!

schetini disse...

Receber uma dedicatória de uma poetisa de tão alto pudor é viagem sem destino, porto sem cais, queda sem amparo, ferida mal curada, mulher imaculada. É-o também o estancar do sangue e a formiga a passar. É ser do riso e chorar consigo.

Vou descobrindo por que gosto de ti, Cris:

"Não cante o humano coração com mais verdade" (Vinícius).

Forte abraço, Rainha da Metáfora.

flaviopettinichiarte disse...

Nossa!!!! belissimo texto que extrapola o conceito do meramente poétiko!! parabens!!

Rosa disse...

Não tenho essa seguranças Cris e não sou mutante.
Defeito ou só sou eu mesma?

gisele disse...

E bonito de ver e bonito de se ler
e tocante.