quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Setembro tarda




manhã de setembro
dentro algo muda
no jardim suspenso
o botão da prosa
flora poesia
cor-de-rosa

o tempo tarda
por fora desnuda
a praia calma
a onda do verso
quebrando muda
ao vento adverso

manhã de setembro
dentro algo surta
no relógio dos confins
o refrão da retina
seduz os ponteiros
dos bem-te-vis

o tempo tarda
por dentro anula
as fugas da alma
o real absurdo
máscaras ocultas
um grito mudo

(Cris de Souza & Cáh Morandi)

Um comentário:

Nos horizontes do mundo disse...

Cris & Cáh:nuncam tardam.Nunca falham.Mentes e corações sincronizados e atentos a tudo o que é amor.