segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Afim


tanta fé na loucura
nas travessuras
de confessos alvores

na invasão
de esconderijos
tão nítidos
das aberturas

quanta força na liga
nas figas
de impressos olores

na intenção
de gotejos
tão íntimos
das alturas

(Cris de Souza)

12 comentários:

lord jafa disse...

comentários aqui até seria percebido como um prolixo literário. posso afirmar que a cris tem auela luz que brilhou depois do caos, um farol, um ponto de referência na poesia contemporânea. parabéns por nos presentear com tão belas e astutas palavras!

lord jafa

Ernani disse...

Gosto de desejos salpicados,
matraqueio feroz e rápido
que nos atordoa sem entorpecer...
tesoes subliminares...
Beijos nem tanto,,,

Felipe Rey disse...

és contemporaneamente parnaso-simbolista .

se é que isso seja possível , minha bela ?

Cáh Morandi disse...

Não dá... teus poemas são sempre maravilhosos e me me deixam encantada...

beijos, amo você.

Tatá R. da S. disse...

Meu Deus, que coisa linda!!!!
Sério mesmo, descreveu um belo momento...
A beleza das coisas que vc escreve são infinitas... *-*

rai2007 disse...

Ás vezes, não encontramos palavras para expressar a admiração a um poeta.
Lendo "Afim", o meu desejo transformar o "dizer" em flores.
Muito lindo!

Regina disse...

Sempre que leio as suas linhas,parece que são escritas para mim... para o meu momento .

Besteira...todos temos as mesmas urgências e carências.

Muito me faz bem vir aqui...

Beijo!!

doka disse...

Me sinto criança com travessuras, mas ao mesmo tempo o simbolismo deste teu poema faz atravessar porteiras, bloqueios inimágináveis e até difíceis de ultrapassar.
Pecarei em dizer que você me " enfeitiça " ?
Mas quem não tem ou leva seu pecado consigo?
Deusa da poesia, és muitas vezes um grande enigma a ser desvendado.
Parabéns.

Marisa Vieira disse...

Muito bom Cris!
Parabéns!


beijos

Bubaloo disse...

Eita diabo, a mulher tá escrevendo muuuito...


BJKS,

Cesar Maia disse...

Escreves como respiras.Tua poesia é vida pulsante e arrebatadora.

jj-Soul.dick-973 disse...

Cris-tal: magnífico! Tem um surrealismo quase irreal... é como a desconstrução das palavras, formando novos versos... é como ver uma pintura pela segunda vez... só que desta vez há "ácido" na mente.
A tela é a mesma, mas a visão que temos dela parece distorcida... na verdade é a "tela real" que vemos. O que vimos pela primeira vez eram meras impressões do que o artista pintou.
É assim que vejo este poema... demorei um pouco para digerí-lo. Mas no fim foi tão doce e suave. Tão especial... Foi como degustar lentamente um bom vinho ou um bom chocolate. INCOMENSSURÁVEL !!!