quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Entretanto


tudo é instinto
depois espanto
na retina
daquele canto

nada é afinco
depois demora
na ruína
daquela hora

quanto surto...
vermelho remexe
dormência
na clave da espora

tanto vulto...
espelho reflete
carência
na face do agora

(Cris de Souza)

10 comentários:

lord jafa disse...

amo-te!!!

Beco da Lua disse...

Entretando, entrelinhas, vontade feita, realizado encanto. A retina é o espelho da alma que deseja, o corpo corrompido atende o pedido, satisfaz o instinto, rubra pele - o afinco! Não tarde na volta, carência entorpece, espanta riso...

Telles disse...

"tanto vulto...
espelho reflete
carência
na face do agora"

Lindo!

Anônimo disse...

Voce como sempre surprenedendo...

Henrique disse...

Lindo esse! Beijos

Tatá R. da S. disse...

Toda beleza de seus poemas é apenas um pequeno reflexo de toda sua beleza interior...
Linda demais!!! ^^

Cesar Maia disse...

Profundo.Pra sempre.Na retina,o espanto.

Machado de Carlos disse...

Uma forma sutil para escrever. Vale à pena sonhar com seus versos. Gostaria de escrever dessa forma, ou seja, uma forma de dizer muito com poucas palavras. Parabéns!

Bubaloo disse...

Salve, poetisa!

Magnífica pintura da alma.

As vagas turbulentas do pensamento
e a magia das palavras...

Belo escrito.



beijos meu.

Ulisses Reis disse...

Tua amla poestisa, é de uma essência maravilhosa, meus parabens, a cada poema quero mais, simples e gostosos, beijos !!!