sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Mais do mesmo


Receio desfalece por qualquer monte
Por qualquer corda pra te tramar
Na travessia do pálido me livrar
Pra te insinuar no meu hábito

Mais que bandido, mais que vontade
Na contravenção que atrai perigo
Distraindo a carne

Enleio atravessa por qualquer ponte
Por qualquer porta pra te travar
Na moradia do cálido me levar
Pra te instalar no meu hálito

Mais que valido, mais que verdade
Na condição que contrai abrigo
Destruindo a chave


(Cris de Souza)

10 comentários:

Tatá R. da S. disse...

Mestra nas poesias.. assim como as abelhas no mel.
Lindo!

Lucas de Oliveira disse...

Fascinante.

José Pedro da Silva disse...

maravilhosamente linda!

Henrique disse...

percebi a mexida

Machado de Carlos disse...

Uma carne se torna algo cativante. É coisa que somente um ímã pode explicar. Alguns o chamam da força dos hormônios criados instintivamente por nosso cérebro e que nos cobra através da corrente sanguínea.

Marisa Vieira disse...

Genial amiga linda!

beijo grande
Mariluz*

O esconderijo do Pinico disse...

O bote é certeiro, cuidado leitores
as palavras da cris podem lhes morder.

amooooooo!

Rodrigo Mesquita disse...

Uau! Se compararmos a 1ª estrófe com a 3ª e a 2ª com a 4ª, teremos um poema ainda mais elaborado.

Parabéns!!!

Rodrigo Mesquita disse...

Esqueci que não era por isso que vim aqui (seus versos me distrairam a carne).

Vim por causa desta pergunta que você colocou no meu blog: Se ego rejeita, a fome aceita ?!?

Se você soubesse todas as reflexões que me passam agora por conta desta pergunta...

Cesinha disse...

Quando o mesmo é esse amor que destrói a chave...