Trem da Lira
A palavra é combustão do trem que revira.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Afluência
Leito arvora
Ramo aflora
Rio às claras
Lírica nascente
Brisa afluente
Margem aurora
Límpida vertente
Água entranha
Natureza tamanha
Cais íntimo
Fonte serena
Foz de açucena
(Cris de Souza)
domingo, 22 de março de 2009
Revoada
bem-te-vis
gorjeiam livres
afloram raízes
olhos infantis
voejam anis
renascem matizes
fecundos cânticos
nas asas da íris
aos cílios dos cântaros
(Cris de Souza)
segunda-feira, 9 de março de 2009
Paradoxo
Já não sei se te releio
Ou se lírica que requer
Já não sei se te enleio
Ou se onírica está de pé
Por onde se rima entrelinha
Meu verso se alinha
Há teu rastro em cada vírgula
E teu porto em cada sílaba
Por onde reticências caminha
Meu nexo se desalinha
Há teu ponto em cada janela
E teu sarro em cada célula
(Cris de Souza)
quarta-feira, 4 de março de 2009
Sei de cor
Desenho ladeado
Distante da lucidez
Folha cálida
Álamo bordado
No teor da tez
Dose diáfana
Ventre tilinta
Aquarela tácita
Pétala destilada
Boca cheia d’ água
(Cris de Souza)
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