quinta-feira, 30 de julho de 2009

Nem " Freud " explica


Pra se livrar do embaraço
O ego desmente
Verdades iminentes

Pra se limpar do percalço
O ego defende
Mentiras inerentes

Mas o Eu se encarrega
Em desmascarar
Nos aponta toda sujeira

Mas o Eu não dá trégua
Em desarrumar
Nos desponta toda poeira

(Cris de Souza)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Negrume

A noite alonga
Os cílios
Sobre olhar estreito

Vista delonga
Estrela míngua
No céu da língua

Grito emudece
Os lírios
Sobre meu peito

(Cris de Souza)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Da pá virada



Tempo de ultrajar as barreiras
Que nós mesmos educamos

Tempo de ultrapassar as fronteiras
Que nós mesmos encerramos

Se pretende ocupar
Tudo aquilo que deparamos oco

Se pretende superar
Tudo aquilo que declaramos morto

(Cris de Souza)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A Parábola


Rejuvenesço prazeres
Pra vigorar a estranheza
Incito temores verdadeiros

Envelheço pudores
Pra violar a sutileza
Instigo rumores sorrateiros

Pelo ar da paisagem
Permito aspirar tentações subtendidas

Pelo andar da carruagem
Perigo acordar situações adormecidas

(Cris de Souza)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Andança


Hei de pisar com firmeza
Ainda que por dentro esmoreça

Hei de passar com clareza
Ainda que por dentro escureça

Antes que as coisas se desfoquem
E não haja mais retalhos
Nos desalinhos

Antes que as coisas se desloquem
E não haja mais atalhos
Nos descaminhos

(Cris de Souza)