quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Simbólico

Tanto nos palpita
Ainda que não nos convença
A imagem é presa

No seio do liberto
Qualquer conflito é signo
De loucura verdadeira

Tanto nos habita
Ainda que não nos pertença
A miragem é defesa

No meio do deserto
Qualquer escrito é digno
De assinatura estrangeira


(Cris de Souza)

21 comentários:

flaviopettinichiarte disse...

será que todo designio é de língua extrangeira?? eu conheco a geografia da alma e ela não tem fronteiras...parabens!! uma enjurrada de palabras-simbolos...

malu jacques disse...

É... minha poetisa!
Simbólica é a vida... É tênue...
Nossas escolhas... determinantes!
Como sempre a gente tem que repetir que a cada dia és melhor!
Bjos querida

Machado de Carlos disse...

Uma artista como você não apenas uma brasileira. Sua mensagem ecoa pelo Universo, vencendo todas as nações. O que nos diferencia é apenas a nossa forma de comunicação, porque lá no íntimo somos poetas do Mundo. Nossa Pátria é o Planeta Terra; e você esparge luzes para este povo! Cris é um vocábulo da própria poesia.

Cuca disse...

Espetáculo!!!

Tu és insuperável, minha cara.

Mateus Araujo disse...

Simbologia de uma poetiza da vida...
Bjim
visita eu ^^

Fábio de Souza disse...

inspiração na mais dúbia forma de ser para expressar-se, e ser para suplantar qualquer que seja o verbo que lhe habita esse corpo!! estrangeiros podemos ser nós mesmos, dentro desse que supostamente nos traduz: o corpo. muito bom. gostei! um abraço!

Machado de Carlos disse...

Sonho de Ícaro
Machado de Carlos


Ao atravessar as décadas de cera,
na multidão vi os passos da pequena...
Voei... Fui ao alto do penhasco pra vê-la,
quis beijá-la naquela noite serena!


Mas o Minotauro atrevido impera!...
Minhas asas, no alto, perderam penas...
Os raios causticantes me dilaceram!
- Voa por mim, anjo, tu és dono da cena!


... e o insano impede no catre quente,
sem rumo, perco o sentido da mente!
- Preciso, ansioso, de asas...Quero Voar...


Estou só neste dédalo. Doentio,
vejo o doce semblante! Neste frio
sou o Titanic, - o náufrago do mar!...

Machado de Carlos disse...

Tento esquecer, mas é lua de Natal!
Machado de Carlos


É noite fria. Já passa das duas!...
Espero ouvir a voz ou um sinal.
Tento esquecer, mas é lua de Natal!
Não há nenhuma vida nesta rua.


A lembrança samba. É carnaval.
Os dias passam... O tempo é amargura!
Ouço a música das desventuras,
Mas estou nas leiras do canavial.


Éramos únicos naquele dia,
Florimos a nódoa com alegria
Hoje, - a noite mata de tristeza.


Ninguém conhece nosso futuro;
- quem sabe o que está no escuro?
Somos o que somos. É a natureza.


Ribeirão Preto, 25 de dezembro de 2005.
3h45

Paulo Vitor Cruz disse...

"(...)Qualquer escrito é digno/ de assinatura estrangeira." me fez pensar sobre a propriedade q temos sobre o q pensamos... há quem diga q tudo é de domínio público, há quem diga q não...

bas+ão.

Monique Rosa Brasil disse...

No meio do deserto há liberdade... nele todos são estrangeiros e consequentemente iguais.

Monique Rosa Brasil disse...

Li e reli a primeira estrofe e então percebi o tanto de imagens que estão latejando nas minhas prisões internas.

Cris de Souza disse...

Ao Simbólico

A imagem é presa
por não ter pressa
de ser julgada

Quando liberta
reflete o âmago da alma
com toda calma de uma brisa

A imagem sem máscara
é signo do interior
Seja em corres ou nos conflitos

...quando estranha
não estraga o espelho
mesmo que não nos pertença

(José Ferreira)

Machado de Carlos disse...

...e o relâmpago bate na janela.

...e o relâmpago bate na janela.
Só ouço o musical: - o som da chuva!...
a indolente TV vem amiúde
incendiar as ondas da procela.

O flash é de cravo e canela!
O ininterrupto tic-tac de loucura
enfastia a noite longa e sem curvas:
(— Aonde andará aquela donzela!?).

Sem êxtase. Sem gosto de cerveja
não vejo perspectiva na peleja:
Sou insone com teor de coca-cola.

Na mente faltam fios de um bombril,
inda quero pintar a cor do rio,
nutrir-me de paixão: — a mesma escola!

Ribeirão Preto, 20 de novembro de 2005
17h58

Machado de Carlos

Publicado no Recanto das Letras em 24/01/2010
Código do texto: T2047640

Byers disse...

Um pouco de semântica diria.
Muito de magia, de encanto e de sinceridade.
Acho que no meio destas areias, há um oasis nos esperando!

Fantástica como sempre!

;D estou chegando!

Antonio disse...

Vou me simplificar e dizer que teu verso é simplesmente FANTÁSTICO, tal como tú és, minha Ingá.

Beijos doces

Priscila Rôde disse...

Espero um dia tomar um café com você (ou qualquer outra bebida, isso é o que menos importa, rs) e lhe perguntar: Cris, o que você sente quando escreve algo TÃO lindo, tão mágico? De onde vem tanta inspiração?

Ah, não sei o que comentar.
Eu venho aqui todos os dias.. rs

Beijos Cris.

Nádia Regina disse...

Bom... adoro qualquer coisa que palpita, principalmente quando não convence.


E adorooo chegar aqui pra ler seus conflitos, que são tão meus, também.





= ***************

Pedro Aruvai disse...

símbolos poéticos!!!

seu gordo disse...

Andei ausente! Mais ao contrario de Belchior to de volta, vou tirar o atraso vendo o que andei perdendo bom final de semana

Lisarda disse...

Cris, me faço as mesmas perguntas que Priscila...Parabéns por tu inesgotável inspiração.

Lili disse...

Qual a senha para abrir a porta da sua alma minha linda poetisa?
Bjos amor