domingo, 12 de setembro de 2010

Ode ao Poeta


(para Jorge Pimenta)


a longitude
da linguagem:
luz de viagens

[espelha
gregos e troianos

o labirinto
da linguagem:
sombra de viagens

[esbarra
seres e humanos

as visões
modificam
a ótica

o caminho:
tinta
mitológica

as versões
mistificam
a órbita

o pergaminho:
tinta
antológica

(Cris de Souza)

32 comentários:

Patrícia Lara disse...

Cris, minha querida, bela homenagem... ele merece! E vc, a cada poema, mais e mais maravilhosa!

Adorei!

Beijos de luz...
Patrícia Lara

Assis Freitas disse...

bela homenagem ao poeta,


beijo

Domingos Barroso disse...

Belíssima homenagem
para uma alma poética
febril de cavalos alados.

Beijo carinhoso
na poetisa
e um forte abraço
no poeta Jorge Pimenta.

Jorge Pimenta disse...

cris, doce amiga,
...
...
...
por mais que procure, não as encontro - as palavras. por mais que faça um esforço por to dizer - o que senti -, colido contra as emoções...
hoje escrevi sobre a morte da escrita e, em sentido mais genérico, sobre o fim das palavras e, se dúvidas tivesse, acabo de as dissipar. a essência é a seiva que nos corre nas veias, que nos irriga os órgãos, que nos injecta o entusiasmo, a mágoa, a tristeza e demais sensações; as palavras: apenas as máscaras que usamos para as esconder.
é justamente aí que reside aquilo que distingue o poeta dos demais mortais: é ele que aproxima as palavras dos seus referentes, num éden verbal a que apenas ascendem os que vivem as palavras para lá da sua materialidade. nisso és a mestra maior.
inclino-me com admiração perante a tua escrita.
obrigado pela ode que associas ao meu nome. inesquecível, de verdade!

Leonardo B. disse...

[pedaço de agulha da rosa dos ventos, astrolábio de poeta para poeta]

Um imenso abraço, Cris

Leonardo B.

Daniela Delias disse...

Linda homenagem ao Jorge, Cris...o trem da lira leva-me longe, longe...muitos beijos!!!!

Andrea de Godoy Neto disse...

cris, teus versos tão belos nessa ode a um poeta que me habita o coração e, para o qual, não econtro palavras que possam descrever.
Mas tua poesia cria essa maravilhosa ponte.

beijos

ROSANA VENTURA disse...

as versões
mistificam
a órbita
...
Que lindooooooooooooo!
bjossssss

Cuca disse...

Babei!!!

Me deixa boquiaberta...
Na vida e na arte, te admiro muito.

Beijos, predileta.

Cuca disse...

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

(Quintana)

Marcantonio disse...

Que melhor homenagem pode receber um poeta do que um poema que fala das longitudes míticas onde se perdem as palavras? Assim o poeta real é alinhado com o próprio arquétipo do poeta, que está além das culturas locais, que viaja por fora das geografias, aedo de todas as cidades que a linguagem funda e põe em órbita ao redor de si mesma.

Fico aqui pensando no quanto pode haver de alcance em:

"as visões
modificam
a ótica" (!)

O Jorge merece. E é praticamente impossível imaginá-lo perdido das palavras!

Beijo.

Ribeiro Pedreira disse...

o poeta Jorge Pimenta é célebre e a tua homenagem é precisa.
bjs!

Machado de Carlos disse...

Cris,

Imagine uma Ode, escrita para as mil maravilhas! Um contentamento ímpar tomou conta de mim naquele instante. Hoje só nostalgia. Mas a Ode existe e bate forte do lado esquerdo do peito.
Retransmito-lhe com rodopios de beijos foliados a fios de ouro e de primeira linha!

Beijos sempre!...

Canteiro Pessoal disse...

Cris, é uma delícia seu violino. Homenagear é um ato nobre e humilde, merecedor para as partes salva de palmas, que representa no mais ave rara, sua qualidade poética vival na ponta dos dedos.

Abraços

Priscila Cáliga

Albuq disse...

Linda homenagem Cris... esse poeta foi muito agraciado com teus versos.

Cida disse...

Parabéns Cris!

Sabemos que o nosso amigo é merecedor dessa tão linda homenagem.

Beijos no core

Cid@

Valéria Sorohan disse...

Existe uma alegria e sabedoria única no desequilíbrio.
Que excita em qualquer grau, sílaba ou poesia.
E acho que é assim que os poetas se sentem. Acho que é assim que você se sente!

BeijooO*

Pólen Radioativo disse...

Linda Ode...

Além da celebração de uma amizade, mais uma ocasião para a manifestação da beleza!!!

Beijos, querida!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Mito, lógico que é, longe passa na escuridão, luzindo sonhos...

Belissimo!!!! :D

Lara Amaral disse...

Que máximo!

E ainda mais, dedicado a um poeta que nós duas já comentamos o tanto que admiramos o trabalho.

Adorei!

Beijo.

afonso rocha disse...

Passei para agradecer a tua visita à minha humilde cabana...
e encontrei uma poesia de maestrina!!!
Como diriges bem as palavras com a tua batuta, Chris...

Não conheço o Jorge...mas vou já cuscar o blogue dele e ler a sua poesia.
Pelas tua dedicatória...acredito piamente que vale a pena...
Obrigado
Beijo

Wania disse...

Cris


Linda poesia para homenagear outro Poeta. Ainda não conheço o Jorge, mas vou visitar o seu espaço. Depois de ler estas tuas palavras concluo que ele deve ser uma pessoa de grande sensibilidade poética.

Descreveste com uma riqueza poética imensa o que são as palavras para um poeta!
Tudo lindo demais!

Bjs nos dois

Pistoleiro Corvo disse...

Arrebatador.
É o que eu tenho a dizer sobre essa tinta que cria e recria.

Abraços!

A.S. disse...

Cris...

No labirinto da linguagem, por vezes se perdem as silabas, se ocultam beijos, se descobrem sabores...

BjO´ss
AL

Tatá R. da S. disse...

E vivam os poetas e poetisas! \o/
Viva Cris! ^^
=*

leila saads disse...

gosto dos ritmos não óbvios.

como sempre excelente:*

flaviopettinichiarte disse...

Flavio Pettinichi- 13- 09- 2010
Nem vou ficar com ciúmes pois como dizia R. M Rilke, o silencio e as obras de arte vivem na plenitude da sua solidão..." e se não diz teria que ter dito..falei!!!
Lindo como tudo o que vc faz, lindo como o parto dos elefantes nas noites claras das savanas Africanas !!

Marcelo Novaes disse...

Cris,



Assim fica mais bonita a Ode: escrita à mão, à tinta e em pergaminho.








Um beijo.

Eduardo Trindade disse...

Muito além do pergaminho: seres e humanos.
Todos os méritos a quem transforma palavras em sementes que instigam.
Abraços!

Nilson Barcelli disse...

Poema feito com inteligência e muito criativo.
Cris, obrigado pelo teu comentário. Volta sempre.
Gostei do teu blogue. Voltarei, por isso.
Beijos.

Pâmela Grassi disse...

Cris,

Adorei o texto,
traduziu a poetisa
encontrei-me

JB disse...

Estou de regresso:)!

Este "ode ao poeta" é de uma belíssima homenagem. Ambos de parabéns pois é uma delícia viajar nas vossas entrelinhas traçadas na luz de quem vive a poesia desta forma.
Parabéns, Cris!

Beijinho