quinta-feira, 1 de setembro de 2011

R a m a l h e t e



(Somnia Carvalho, violeta paz)


Opereta


vestes  terrosas                                
não cobrem
os roxos da memória        

em volta
da viva fogueira                       
a pele recobra
a consciência?          

vestes  tórridas               
não cobrem  
as rodas da memória     

em volta
da velha  fogueira
a pele renova
a consciência?

.


Violetras 


versejas
a nudez  das letras
  violetas
           vertigens  veladas          
 - ai dos enigmas!

vicejas
a nitidez das letras
 violetas
voragens viradas
- ai dos estigmas!

.

Ultravioletas



sentes que os raios ultra
violetas sabem de cór
as paisagens secretas?

.

Roxo de rima


o verso
de riso
roxo
torce
o pescoço
da rima
de choro
frouxo

.

(Cris de Souza)


32 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

Ah!!!! Ah!!!!! Eu fiquei sem palavras, Cris...Vc bem sabe, porque já alardeei tanto, que pra mim não há presente melhor no mundo do que a poesia! Dizer o que, menina? Que ganhei agora mais um melhor presente melhor do mundo! :-)
Obrigada pela generosidade, por me colocar bem no centro desse seu delírio poético que amo!
Beijão, sem jeito, que fico sem jeito com essas coisas, mas cheio de emoção sincera!

Analuz disse...

Belo ramalhete de versos a Tânia... adorei "Violetras"!

Beijinho com carinho, Cris!

Batom e poesias disse...

Isso é um jardim!
Lindo!

bjs
Rossana

Celso Mendes disse...

Palavras violetas em fundo roxo, com a leveza do fim do arco-íris e o perfume das flores. Um viva à Tânia! Um viva à lira da Cris!

beijos.

Assis Freitas disse...

vioelétrica de intenso sonoro, serpenteia a folhagem:
Cris e Tania


beijos

Marcantonio disse...

Sinceramente, são poemas perfeitos. Da inventividade dos títulos à rima chorosa de Roxo de Rima, passando pelas belas aliterações de Violetras.

E isto aqui é fantástico:


"em volta

da viva fogueira

a pele recobra

a consciência?"

A Tânia deve bem ter percebido a beleza desse ramalhete que, além de expressão de amizade e admiração, também tem arte elevada.

Beijo.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Belíssimo como a Tania, como a poesia do violetras! Beijo

Tania regina Contreiras disse...

Criatividade não falta em Cris, Marquinho. Beleza, arte, talento, generosidade: um ramalhete belíssimo e original...
Já guardei na minha caixinha de preciosidades...
Bjos

D.Everson disse...

inspirada emmm! =]

Vais disse...

Ei, Cris,
moça, você é mesmo uma beleza de talento e muito especial
Parabéns, querida a você e Tânia
Muito lindo!
beijos mis

MOISÉS POETA disse...

De uma grande poeta , para outra grande poeta .

Puro deleite para quem gosta da boa poesia.

Obrigado por esse grande momento
da poesia contemporanêa.

um beijo !

malu disse...

Tu és ao mesmo tempo leve como a brisa, suave como a beleza de uma rosa branca e um furacão invadindo nossa alma, transpassando e mexendo com o fundo de nós.
Adoro... bjos

Ricardo Valente disse...

O últino é roxo. Coincidência de fim-de-semana?
Abraço!

André Bessa disse...

Belos textos, Cris, coloridos e interrogativos. Meus parabéns.

Saudações poéticas, poetisa, uma boa semana prá ti.
André

ROSANA VENTURA disse...

SEm palavras...LINDO DEMAIS!
bjossssssssss

dade amorim disse...

Lindos poemas, Cris, mas esse último me caiu tão bem que tive a impressão de tê-lo escrito. Tenho um fraco por poemas e textos bem-humorados, embora muitas vezes não seja possível criar coisas assim.
Beijo beijo.

dade amorim disse...

Esqueci de dizer: Violetras é uma pequena obra-prima.

Tatuagem disse...

Bonitos poemas!

Beijos

Bípede Falante disse...

Cris, mas que jardimpoesia mais perfumado o seu!
Que ramalhete único!
beijos :)

MARILENE disse...

Seu ramalhete não trouxe apenas o perfume das violetas roxas, mas a interrogação que nos leva a pensar.
bjs.

Jorge Pimenta disse...

admiráveis pétalas em tom de violeta, coroando todas as paisagens secretas que anunciam reencontros e abismos. a tânia é o poema; tu? toda a poesia!
beijos para flor e canto!

Sam disse...

um ramalhete de flores
de cores e perfume
um lume de poesia
de poetisas
poetas
de vida que brota como flor na sua chama de acontecer
como versos nas maos.

meu carinho.

Sonhadora disse...

Minha querida

Hoje passando para oferecer o meu selinho de 2 anos de blogue, feito com o carinho das vossas palavras.

Beijinhos
Rosa

Wilson Torres Nanini disse...

Cris,

que maravilha! - quero dizer, que (ultra)violeta!

ai dos enigmas que a cor vela!!!

E sim, sim: flor sabe que ocultar o segredo é salientá-lo.

Sempre que te leio me apavoro em susto alegra.

Abraços!

Fred Caju disse...

Sensacional! Destacou-se em minha leitura o Violetras.

Wania Victoria disse...

Cris, que Ramalhete mais liiiiindo este teu! Imagino a alegria da Taninha quando recebeu todas estas Violetras!
Ela merece, ela merece!



Bjão nas duas

cirandeira disse...

Tudo tão lindo! Tudo tão perfumado
e criativo, que fiquei sem palavras!
PARABÉNS, Cris. Teu ramalhete é especialíssimo!
PARABÉNS a Tânia por merecê-lo!

beijoss

Cida disse...

Belíssima homenagem!

Feliz da homenageada! :)

Cris, obrigada pelo carinho da sua visita. Amei!

Que você tenha uma semana feliz e luminosa.

Super beijo,

Cid@

Paulo Jorge Dumaresq disse...

A busca do ramalhete perfeito.
Ei-lo.
Parabéns!

Fátima disse...

CRIS EU VOLTEI!!!
Voltei pra lhe dizer
que,
o verso
de riso
triste
torce
o pescoço
se cachecol existe.
Assim é a vida Cris!
rs rs
Bjsssssssss
Com carinho
Da
Fátima

MARILENE disse...

Nada cobre o roxo da memória! Ele tem tempo certo para se desfazer e só é apagado pelas cicatrizes da alma.

Já encontrei algumas pessoas que não gostam do roxo e o associam a momentos de tristeza. E outras que nele vêem a beleza de novo despertar.

Não importa o sentido da cor, mas a beleza com que a traduziu em versos.

Bjs.

Ricardo Valente disse...

sangue da veia é roxo. há veias roxas (roxas veias)