sexta-feira, 21 de junho de 2013

CANTO DAS ALTURAS

(Arte: Marc Chagall)



tanta fé na loucura,

nas travessuras 
dos expressos alvores:


invasão
de esconderijos 
nítidos 
das aberturas


quanta força na liga,
nas figas 
dos impressos olores:


intenção
de gotejos 
íntimos
das alturas


(Cris de Souza)

*Poema reeditado

5 comentários:

JAIRCLOPES disse...

Limerique

Porque tantas cores, tantas alvuras
Que lançam lampejos nas alturas
Não por acaso assim
Feias sobras de butim
Além, muito distante, nas lonjuras.

Assis Freitas disse...

altíssima canção, evoé


beijo

Fred Caju disse...

Ponho fé na loucura sempre.


HIPÓTESE

E se Deus é canhoto
e criou com a mão esquerda?
Isso explica, talvez, as coisas deste mundo.

(Drummond)

Joelma B. disse...

belíssimas imagens e tão profundas nestes versos!!

beijo!

José Carlos Sant Anna disse...

É isso, caríssima, gosto demais da arquitetura desse poema. As imagens são belíssimas, como o disse Joelma, mas o modo de dizê-las casando forma e conteúdo torna mais rica plurissignificação que nele o sujeito poético encerra.
Beijos, Caríssima!.