segunda-feira, 27 de abril de 2009

Do imo ecoa

Tempo que não me ouço
Estranho sopro
Sibila som agudo

Tempo que não me movo
Acanho corpo
Oscila tom desnudo

Se abafo alta nota
Amplifica grave sobra
Espio mudo grito

Se acato cisma torta
Clarifica rouca volta
Ergo surto dito

(Cris de Souza)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Das quimeras


Olhar se alarga
Penetra reinos
Aurora fantasia

Olhar se deflagra
Soletra anseios
Vigora travessia

Tablado das dormências
Ajeito passo pra te acordar

Principado das querências
Estreito laço pra te sonhar

(Cris de Souza)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Eco

Como cumprir
O tardio
Que tudo renove?

Dentro do sim
Tem mais nós
Do que supõe a dois

Como suprir
O vazio
Que nada dissolve?

Dentro do fim
Tem mais a sós
Do que impõe voz

(Cris de Souza)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sem cautela


Pelas tabelas
Diante ao perigo
Veia contrária
À razão

Vã paralela
Instinto por guerra
Formiga o destino
Na palma da mão

Faço as pazes comigo
Pra sepultar o vivo
Na cova do coração

(Cris de Souza)