terça-feira, 30 de junho de 2009

A Metáfora


Basta uma tenda
Pro levantar do terreno
Que se endurece por osmose

Num pedaço soturno
Lagarta se descasa

Basta uma fenda
Pro libertar do tempo
Que se enaltece metamorfose

Num espaço oportuno
Borboleta bate as asas

(Cris de Souza)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Da força da flora

Brilhante alameda
Semente acesa
Seiva aurora

Rumo verdeja
Folha flameja
Flora vigora

Giram mil sóis
Terra que planto
No cio do encanto

Pro néctar vingar
E sumo brotar
No céu do recanto

(Cris de Souza)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Haveres


Há um vazio enorme
No que preciso
E não ostento

Há um fio disforme
No que improviso
E não sustento

É sempre tão complexo
Desterrar o vão
Que só a gente entende

É sempre tão conexo
Desregrar o são
Que só a gente aprende

(Cris de Souza)

domingo, 14 de junho de 2009

Intrínseco

O segredo volta a ver
Deixa claro o profundo
Busca destreza no parto

O medo volta a crer
Deixa caro o fecundo
Brusca estranheza no ato

Mesmo que reaja sempre
Não há veia sem deixa

Mesmo que haja ventre
Não há vida sem queixa

(Cris de Souza)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dos musgos mares


Águas vivas
Vertem ébano
Fundo inverno

Velhas ondas
Vagas tortas
Falsa encosta

Chuva estia
Vento revira
Vulto transpira

Rumo à deriva
Raia incrédula
Lágrima fria

(Cris de Souza)