Cedo ao espanto que me torna por encanto. Onde brindo lua. Nua. Crua. Ao teor da inspiração que trama a exaltação. Embebe o céu dos ébrios. Propício ao sumo, aos surtos, aos vícios. Que pernoita o grau estrelar nas taças de vinhos silêncios. Cedo ao perfume suspenso que inebria aos cachos. Por frestas, transpira signos na pele em flor. Costura papoulas e lírios nos sítios – linha mística dos tragos intimistas - que afagados, sedam a carne dos afogados, embalam a viva alma num sentimento sem jaula. Que toma conta por dentro. Da terra. Do vento. Do tempo. Cedo até desvairar todo ar que dobra no peito e sobra no fundo do olhar. Até povoar o deserto, beber o universo e no ventre estrelas entornar. Território constelar dos sedentos. Dos intentos. Dos inventos. Cedo nos alagadiços terrenos, que penetram os movediços venenos.
(Cris de Souza)
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Entreato
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Elementar
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Pensares
Penso em bem-te-vis pintados em versos soltos, mas que te abracem em texturas ardis, gorjeios anis das poesias violadas. Que te excitem em ondas diafánas, por cânticos ares, os quais espelham à grandeza. Penso em ti noutras correntezas, levada por brisa acarinhando a face, aninhada ao peito, bordada de borboletas, coberta de sutilezas. Que num ponto desse céu, nossas asas se retocam. Nossas águas se misturam, mesmo que por um instante, nas entrelinhas se evocam. Penso que o mistério que nos une é turquesa, matizando adiante, o lirismo enlouquente que perpetua esse instante. Numa foz, numa voz que deságua feito cachoeira, beirando delírios sem eira. Penso mais. Penso alto. Penso tanto.
Em queda livre ao teu encontro.
(Cris de Souza)
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Azáfama
Na direção dos pássaros
O caminho se faz descalço
Na dimensão dos pássaros
O ninho se faz encalço
O rugido das asas
É que alça a lealdade que alheia
O sentido das asas
É que calça a liberdade que anseia
(Cris de Souza)
O caminho se faz descalço
Na dimensão dos pássaros
O ninho se faz encalço
O rugido das asas
É que alça a lealdade que alheia
O sentido das asas
É que calça a liberdade que anseia
(Cris de Souza)
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Sei que aflora
Assinar:
Postagens (Atom)
