sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Do ser sem rumo

Foto: Cris de Souza


Navega entre meus risos
Um choro perdido no mar

Enverga entre meus risos
Um choro retido sem ar

Meu ser circula nesse horizonte
Onde embarco as lágrimas
Que se disfarçam na espuma

Meu ser ondula nessa fonte
Onde abarco as lástimas
Que se esgarçam na bruma


(Cris de Souza)

8 comentários:

Joelma B. disse...

Lira em ondas de achados e perdidos...

Beijo, cristalina!

Tania regina Contreiras disse...


Lindo! E me cabe como uma luva. A fotografia é mais um dom da alma de poeta. Poeta de alma especial. Muito.

Beijos

JAIRCLOPES disse...

Limerique

Ela navega entre lágrimas e bruma
Como desfia palavras uma a uma
Oculta comedido sorriso
Porquanto tem muito ciso
E lamentar o passado não costuma.

Anônimo disse...

" ...que se esgarçam na bruma" - tais palavras são mais muito mais do que palavras num poema
Encantei e vou ficar com isso na cabeça, e um tanto mais na alma.

Barbara (Lima Barbara)

José Carlos Sant Anna disse...

Um achado este poema. O ritmo, a musicalidade e a bela fotografia: união perfeita. A palavra é essencial e o olhar substancial.
Beijos, caríssima!

Assis Freitas disse...

se é sem rumo

deixa-me mergulhar
em perdição


beijo

Thuan Carvalho disse...

Ah, litoral...

Escobar Franelas disse...

Atônito, perdido, debruço diante de seus arabescos, signos de tanta significância: medito!