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| Arte: Brooke Shaden |
I.
Toco tua voz velada
Para vibrar o destino
De meus versos insones
Frequentando teu nome
Em silêncio
Toco tua voz violada
Para virar o desvio
De meus versos em pane
Formigando teu nome
Em suspenso
II.
Na porosidade da harmonia
Os ruídos de entrelinhas
Provocam as mãos da memória
Na pluralidade da heresia
Os rugidos entre as linhas
Povoam os vãos da história
III
A singularidade absurda
Entoa entre os desnudos néons
Da moradia encoberta
A sonoridade aguda
Ecoa entre os mudos tons
Da melodia entreaberta
(Cris de Souza)