segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Profissão de fé

“ Ainda careço
do cheiro matinal do café com leite
dos passos da minha mãe pela casa
cuidando de mim ainda hoje. “
(Ana Sandra)


Álbum de família: Mamãe(minha maior estrela)

Careço
De ninar
No colo

Careço
De sorrir
No berço

Careço
De rezar
O glossário

Careço
De chorar
O terço

(Cris de Souza)

10 comentários:

JAIRCLOPES disse...

Limerique

Porque assim como toda gente
A poeta não parece diferente
Quando olha ao redor
Não se sente a melhor
E piamente confessa ser carente.

Joelma B. disse...

A gente carece de tanto que passou...

Lira de emocionar, assim como a epígrafe!

Beijos as duas poetas!

Assis Freitas disse...

careço
e por
carecer
dói-me
o cansaço




beijo

Escobar Franelas disse...

Careço de boas liras, como essa escrita aqui!

José Carlos Sant Anna disse...

Carência é a matéria desse poema? É pode ser. É o verbo carecer que torna forte o sentimento do amor filial, às claras. Mas é preciso relativizar a força do verbo para buscar um sentido mais amplo para carecer no poema, pois sabidamente se há uma confissão da falta, há também a confissão da presença pela ausência... manifesta na escolhas semânticas...
Beijos, Caríssima!

jorge pimenta disse...

revisitações que tornam toda a viagem um eterno retorno - felizmente, pois, mesmo com asas de voo incerto, há uma parte de nós que só faz sentido no reencontro com a terra e as suas raízes.

beijinho, cris-tal!

Tania regina Contreiras disse...


Ah, que poema oportuno, tão afinado com o carecer que nos toma inteiros, quantas vezes.

Beijos, Bela!

Escobar Franelas disse...

Lero é lero, lira é lira!

Fred Caju disse...

Uau! Que mamãe! Que epígrafe (não conheço a autora)! E, claro, que poema!

Ira Buscacio disse...

Crikérrima, isso é lindo e dói. Sabemos que só as mães são felizes.

bj, minha poeta fodástica