sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Tecido à tona

Fotografia: Jan Saudek


I.
Não sei 
Se te rodeio
Ou se a lírica 
Está a pé

Não sei 
Se te releio
Ou se a onírica
Está de pé

II.
Meu verso 
Se alinha
Onde reacende
A entrelinha

Meu nexo 
Se desalinha
Onde a reticência
Encaminha

III.
Sinto teu rastro 
Em toda vírgula 
E teu porto 
Entre as sílabas

Sinto teu ponto 
Em toda janela 
E teu sarro 
Entre as células

(Cris de Souza)

10 comentários:

Thuan Carvalho disse...

eu sei:
releio!

:D

Ira Buscacio disse...

baba, baby, babando!

bj, Criquérrima fodérrima
(foi o que veio pra rimar rsrs)

jorge pimenta disse...

viagem em contraluz onde todas as silhuetas são a forma primeira do que queremos... ou ousamos perder.

translúcido como o cris-tal o canto desta lira que assobia no trem dos sentidos.

beijos mil!

José Carlos Sant Anna disse...

Este poema de tão bem tecido me levou à lona; este timbre tão denso pelas sombras oníricas me tirou o fôlego; este eco tão épico e tão tenso me desmorona.
Beijos, caríssima!

Joelma B. disse...

lira tecida a dúvidas!
Trama sempre perfeita!

beijos Cristalina!

Assis Freitas disse...

tessituras




beijooo

JAIRCLOPES disse...

Não sabe a poeta qual caminho seguir
Não tem a poeta completa orientação
Contudo tem plena certeza que deve ir
Acompanhando o que lhe diz o coração

Tem plena certeza de seu sentimento
Vê com tristeza que existe um vazio
Mas dúvida flerta com pensamento
E amarga solidão lhe causa arrepio

Mas certa esperança a acompanha
Afastando vergastada de gélido vento
E quase nada neste Planeta a assanha

Pois só amor ela tem como alimento
Tecendo ligantes teias como aranha
Ela externa em verso seu argumento.

Nilson Barcelli disse...

Belo poema. Gostei.
Cris, minha querida amiga, desejo-te um FELIZ NATAL e um PRÓSPERO ANO NOVO.
BOAS FESTAS
para ti e para a tua família.
Beijo.

André Foltran disse...

na medida.

beijo!

Escobar Franelas disse...

Seu texto, parecendo o novelo tecido pela aranha, distraída_mente! Sempre...